Educação e IA: Um Novo Capítulo na Aprendizagem

 Educação e IA: Um Novo Capítulo na Aprendizagem


Quando falamos em inteligência artificial (IA), estamos nos referindo a um avanço tecnológico que trouxe consigo inúmeras transformações. Ao mesmo tempo em que proporciona facilidades, também desperta medo e desconforto. Você já parou para pensar em como era sua vida antes da IA? A quem você recorria quando precisava corrigir erros gramaticais ou não sabia por onde começar um texto? Pois é, essa inovação chegou e, com ela, criamos uma dependência significativa.

Mas afinal, qual a relação da IA com a educação? Durante a aula ministrada pela professora Sule Sampaio e na leitura do capítulo “A IA Generativa: Dilemas e Desafios da Educação, de Lucia Santaella, ficou evidente que ainda há uma infinidade de informações desconhecidas pela maioria das pessoas sobre o tema. Muitas vezes, utilizamos a IA de maneira tão automatizada que recorremos a ela até mesmo para tarefas simples do cotidiano. Isso evidencia que a inteligência artificial veio para ficar e para transformar profundamente a vida humana. No texto de Santaella, é ressaltada a preocupação de toda a equipe escolar com os impactos da IA nos processos de ensino e aprendizagem. Contudo, nota-se uma grande lacuna informacional: a inteligência artificial ainda é vista, muitas vezes, como uma vilã na educação. No entanto, quando bem utilizada, ela pode se tornar uma poderosa ferramenta pedagógica.

O ChatGPT, por exemplo, é uma forma de inteligência artificial amplamente utilizada atualmente. Ele pode ser um grande aliado dos professores, oferecendo praticidade no acesso a informações, conteúdos, elaboração de materiais e em diversas demandas do dia a dia docente. No entanto, é fundamental destacar que tudo o que é gerado por essa tecnologia precisa ser cuidadosamente revisado e adaptado à realidade de cada escola. Assim como os seres humanos, a IA também comete erros, e esses erros não devem ser simplesmente reproduzidos, por isso, é necessário o uso consciente e responsável dessa tecnologia. Outro ponto importante é que, assim como a IA traz benefícios, ela também pode gerar impactos negativos. Segundo, Roberta Campana, Diretora de Educação e Inovação da FDC, ela destaca que “a IA é uma ferramenta que tem um tremendo potencial, com vantagens e desvantagens”, como foi citado a cima. Dessa forma, como destacado no texto, É imprescindível que sejam definidas políticas claras de uso da inteligência artificial, que apontem seus desafios, potenciais e orientem para sua aplicação adequada. Logo, faz-se necessário a condução dos professores no processo educativo de forma que incentive e crie um ambiente a qual seja produzidas práticas educacionais voltadas a IA, já que, quando falamos de tecnologia, tudo muda, tudo se transforma o tempo todo.



 Portanto, para garantir um uso ético e produtivo da inteligência artificial na educação, é necessário investir em leitura, pesquisa, informação e formação continuada. É notório que, desde a formação docente, deve haver orientação e esclarecimento sobre o uso da inteligência artificial. Não podemos ignorar essa tecnologia, ela já está presente em nosso cotidiano e continuará sendo utilizada, principalmente pela facilidade de acesso. O uso da IA precisa ser consciente, e sua aplicação nas práticas pedagógicas é fundamental para que os alunos, desde cedo, compreendam com o que estão lidando. Entretanto é necessário ter conhecimento sobre o que está se trabalhando, visto que todo assunto produzido é feito de forma automática, e esses meios digitais em destaques são alimentados pelo que entregamos a cada pesquisa feita, a importância que deve se dá a cada aprendizagem e cada contexto internos devem ser levados em conta, agregando assim a um melhor desenvolvimento nas entregas e na formulação do auxilio pontuado pela IA.

A escola está diretamente vinculada à sociedade contemporânea e, por isso, precisa adaptar-se às novas demandas. Caso contrário, toda inovação tecnológica se tornará um desafio ainda maior. É essencial deixar claro que a IA não substituirá os professores. Ela comete erros, não possui sensibilidade humana e não é capaz de compreender a diversidade de realidades existentes em cada escola, cidade ou país. Cabe mencionar, a dependência tecnológica, que pode enfraquecer o exercício do pensamento crítico e da autonomia intelectual. Além disso, a IA pode aprofundar desigualdades, já que nem todas as escolas contam com os mesmos recursos e oportunidades de acesso à tecnologia.

Dessa forma, é necessário buscar compreender a IA e utilizá-la como uma aliada, e não a enxergar apenas como um obstáculo. Com formação adequada, reflexão crítica e uso responsável, a inteligência artificial pode contribuir de forma significativa para o processo educativo.







“O propósito da IA não é criar uma mente, mas estender a capacidade cognitiva do homem.” – Edsger Dijkstra











REFERÊNCIA:
SANTAELLA, Lucia. A IA GENERATIVA: dilemas e desafios para educação. In.:PORTO, Cristiane; SANTOS, Edméa; BITTENTUIT JR. João Batista (org). ChatGPT e outras inteligências artificiais: práticas educativas na Cibercultura. São Luís: EDUFMA, 2024, p. 16-35. Disponível em: https://profedmeasantos.s3.us-east-2.amazonaws.com/prod/pdfs/CHATGPT%20E%20OUTRAS%20INTELIGE%CC%82NCIAS%20ARTIFICIAIS%20of.pdf


Comentários

  1. Que post lindo e organizado! As imagens ficaram ótimas, mas principalmente o conteúdo do texto. Adorei as referências no fim da página. Então, não se tem acesso a essas tecnologias em todas as escolas, em todas as casas, não é ensinado a usar elas junto a nossa própria mente, o que causa uma preguiça de buscar, já que já está ali, a resposta, mesmo que errada. Temos que buscar conciliar e usar como auxílio e não escravos digitais kakakka (Rita)

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  2. Amei como colocaram seu ponto de vista. Concordo quando dizem que a IA pode ser uma aliada se for bem utilizada, principalmente se houver formações continuada para os professores. É importante que saibamos o que estamos ensinando, principalmente quando se trata de algo que evoluir a todo tempo, como vocês colocaram. Esperamos que em nosso futuro, como docentes, essa percepção negativa sobre o uso da IA esteja mais desmistificado.

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  3. Clara e Vitória! Consigo perceber o quanto avançaram e se apropriaram desse processo da escrita com a reflexão pertinente frente aos temas estudados. Apenas, me causa preocupação a perspectiva acrítica do uso ou da concepção da tecnologia como ferramenta. A IA não é uma ferramenta, por frente a tudo que ela produz, se fosse uma ferramenta, não teria condições de nos entregar tantas informações. Importante compreender que conhecer IA na formação docente ajuda a entender algoritmos, ética digital, curadoria de conteúdo e segurança de dados — habilidades essenciais na educação contemporânea. bjos

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