Telas em excesso: Um desafio que começa na infância

 




O uso de telas por crianças e adolescentes é um tema de grande relevância. A tecnologia, sem dúvida, é uma importante fonte de conhecimento e informação. No entanto, o uso excessivo de dispositivos digitais, especialmente por crianças e adolescentes, pode trazer sérios prejuízos ao seu desenvolvimento.

No dia 24/07, tivemos a oportunidade de ouvir o Podcast Notícia e Pedagogia e debater essa temática em sala de aula. Durante a discussão, ficou evidente que o uso de tecnologias digitais por esse público deve ocorrer de forma consciente e equilibrada. Não se trata de proibir o acesso, mas de estabelecer limites saudáveis. Como pais, responsáveis, educadores ou adultos em geral, é fundamental compreendermos a importância de orientar e acompanhar esse uso.

A sociedade brasileira de pediatria e o guia de telas indicam limite de tempo por faixa etária para reduzir os riscos do uso excessivo.

Vejamos como deveria funcionar:

  •  Menores de 2 anos, nenhuma exposição a telas, exceto em vídeo- chamadas com monitoração de um adulto;
  •  2 a 5 anos, no máximo uma hora por dia, sempre com interação de um adulto.
  •  6 a 10 anos, até 2 horas por dia, com supervisão e incentivo a outras atividades;
  •  11 a 17 anos, limite de até 3 horas por dia, sempre com equilíbrio entre telas, estudos, atividades físicas e sono, ou seja, não se trata de proibir, mas de organizar o tempo de tela com consciência e responsabilidade;

Essas são as recomendações feitas, porém percebemos que não são seguidas corretamente. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, mais de 33% das crianças de até 5 anos já ultrapassam 2 horas de tela por dia. Isso mostra como a mediação dos adultos é essencial no processo de limite das telas.

Nas escolas, esse debate precisa ser ampliado. Muitas crianças e adolescentes ainda não têm a noção de como a exposição excessiva às telas pode comprometer momentos importantes da infância e adolescência, como as vivências concretas, as interações sociais e outras atividades fundamentais para essas etapas da vida.

Quando damos às crianças acesso a dispositivos digitais, devemos ter consciência de que estamos oferecendo um recurso de grande potencial, mas também de grandes riscos. Isso porque, sem supervisão adequada e limites bem definidos, esses dispositivos podem se tornar prejudiciais.



Sabemos que, devido à rotina sobrecarregada de muitos pais, é comum que o acesso às telas seja liberado com mais frequência do que o ideal. No entanto, mesmo diante dessa realidade, é fundamental buscar alternativas. O uso excessivo de tecnologias pode causar danos profundos ao desenvolvimento infantil, afetando aspectos cognitivos, sociais e emocionais.

Um ponto essencial que precisa ser destacado é que, se desejamos impor limites ao uso das telas, também precisamos oferecer às crianças outras possibilidades. É nosso dever, como adultos responsáveis, apresentar e estimular diferentes atividades que mostrem à criança que existe uma infinidade de opções além do mundo digital. Essa oferta de alternativas é crucial para promover o equilíbrio no dia a dia e garantir que as crianças cresçam de forma saudável, explorando plenamente as experiências e vivências da infância.

As escolas possuem um grande potencial quando se trata de promover debates sobre o uso das tecnologias. É fundamental que a educação inclua a preparação para o uso consciente e responsável dos recursos digitais. O educador deve orientar os alunos sobre os possíveis prejuízos do uso excessivo de telas, além de mostrar caminhos para utilizá-las de forma saudável. Quando bem direcionado, o uso da tecnologia pode ser extremamente positivo, seja para acessar informações, ler livros digitais, interagir com outras pessoas e até mesmo ter acesso ao entretenimento, desde que haja consciência sobre quais conteúdos são apropriados para cada faixa etária.

Portanto, todo esse debate foi essencial para nossa formação, pois discutimos até que ponto o uso de telas pode ser considerado saudável e como devemos impor limites. Ao mesmo tempo, refletimos sobre a importância de oferecer outras opções de atividades, promovendo equilíbrio e um desenvolvimento mais saudável para crianças e adolescentes. Dessa forma, esta é uma discussão ampla que deve ser refletida no nosso dia a dia para um melhor funcionamento e utilização das telas, para que assim possamos contribuir no desenvolvimento das nossas crianças.


Confira, a seguir,  um vídeo reflexivo que, de forma ilustrativa, mostra como muitas crianças estão cada vez mais presas ao celular. Um convite à reflexão sobre os impactos desse hábito no dia a dia e no desenvolvimento infantil.



Comentários

  1. É um tema de grande relevância a ser discutido, principalmente na era da tecnologia. As crianças estão cada vez mais “viciadas” em distrações tecnológicas, e nós como adultos precisamos mediar esse uso, como foi citado. Achei interessante a informação sobre o uso para cada faixa etária, é esse tipo de conteúdo que precisa ser compartilhado. Apesar da realidade ser diferente do recomendado, é sempre importante procurar maneiras de controlar o uso de telas por crianças e adolescentes, além de aproveitar das inúmeras possibilidades de distraí-los para que cresçam saudáveis e conscientes sobre o uso.

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  2. Excelente reflexão meninas. O texto nos mostra, de forma muito clara e acolhedora, que o uso de telas não é um vilão, mas precisa ser tratado com responsabilidade. Crianças e adolescentes estão em uma fase de descobertas e precisam de limites, presença e afeto. Não basta apenas dizer não, é preciso oferecer o sim para outras experiências: brincar, correr, imaginar, conversar. A mediação dos adultos é essencial para que a tecnologia seja uma aliada e não um obstáculo no desenvolvimento saudável.

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  3. Concordo com o que vocês colocaram quando citaram que muitos pais acabam liberando o uso das telas com mais frequência por conta da rotina puxada. É uma realidade difícil de ignorar. Mas, como vocês citaram, mesmo assim é importante buscar alternativas. O uso excessivo pode trazer prejuízos sérios para o desenvolvimento infantil, tanto no aspecto cognitivo quanto no emocional e social. Pequenas mudanças na rotina, como momentos de brincadeira, conversas e convivência, já fazem diferença no equilíbrio entre o digital e as experiências reais.

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  4. Gostei muito do texto, traz uma reflexão importante sobre como as telas fazem parte do dia a dia das crianças, e alertando para os riscos do uso excessivo. Acho essencial essa ideia de equilíbrio e da mediação dos adultos, porque realmente não adianta só liberar ou proibir, é preciso acompanhar e oferecer outras opções para os pequenos. Esse tipo de debate é fundamental para a gente pensar em como ajudar as crianças a crescerem de forma saudável, aproveitando o melhor da tecnologia sem perder o contato com o mundo real.

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  5. Realmente, meninas, as telas estão cada vez mais presentes no dia a dia, tanto das crianças quanto dos adolescentes. A gente percebe que eles usam cada vez mais sem a supervisão de um adulto, e muitos pais acabam deixando esses aparelhos como uma forma de distração para poderem trabalhar ou fazer outras tarefas. Isso cria um distanciamento dentro da própria família, com menos diálogo e convivência, o que facilita o mau uso dessas redes. Outro ponto muito sério são os conteúdos impróprios que eles acabam assistindo, como mencionado no podcast o caso da menina de 8 anos que faleceu por causa de um desafio no TikTok. Infelizmente, esses desafios perigosos estão cada vez mais comuns e expõem as crianças a riscos enormes, muitas vezes por descuido ou falta de atenção.
    Por isso, é necessário que os adultos e os pais tenham um olhar mais responsável. Como futuras professoras, acho que é nosso papel ter um olhar mais crítico e usar a sala de aula para conversar com os alunos e com os pais sobre esses riscos e a importância de um uso mais consciente das telas.

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  6. Esse é um tema muito polêmico e foi bem pontuado por vocês, adorei mesmo. Como discutimos em sala, os pais devem sim ter esse policiamento porém a maioria das vezes a exaustão do trabalho e falta de rede de apoio não contribuem para uma boa convivência familiar, sendo assim as crianças ficam reféns de vídeos no celular, desenhos na tv e perde a essencia do brincar e sem contar que traz maleficios a saúde como, problemas de visão, ansiedade e em casos mais extremos até depressão.
    JULIANA NASCIMENTO!!

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  7. Achei o texto de vocês muito necessário! A parte que falaram sobre os prejuízos do uso excessivo e a importância de dar alternativas pras crianças foi o que mais me tocou, as vezes, a gente acha que proibir resolve, mas vocês mostraram bem que o mais importante é o equilíbrio e a orientação. Amei a forma como vocês trataram o assunto com cuidado e clareza!
    ~Maria Eduarda.

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  8. Vocês trouxeram o alerta sobre o tempo de tela e ainda colocaram as recomendações por faixa etária, ficou super informativo, meninas. Acho muito importante lembrar que, mais do que limitar, a gente precisa mesmo é oferecer outras vivências pras crianças. O texto me fez refletir sobre o papel da escola nisso tudo e como a gente pode ajudar nessa mediação. Parabéns, ficou muito completo!
    ~Maria Roberta.

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  9. Realmente meninas!!!!
    Observamos que, diariamente, muitas crianças ficam conectadas às telas sem um controle de tempo, nem horários definidos para estudos, brincadeiras ou outras atividades interativas. Em muitos casos, isso ocorre devido à falta de tempo dos pais, que acabam entregando o celular ou ligando a TV para que o filho se distraia e não atrapalhe nos afazeres domésticos ou no trabalho.
    Essas situações evidenciam o uso excessivo das telas, o que prejudica a saúde e o desenvolvimento das crianças. É essencial que as crianças sejam incentivadas a praticar outras atividades interativas e que os pais estabeleçam limites saudáveis para o uso de telas, como vocês destacam.
    Além disso, os professores têm um papel fundamental em informar e conscientizar as crianças e os adolescentes sobre os riscos e benefícios do uso da tecnologia, promovendo uma relação mais equilibrada com esses recursos.
    Parabéns pelo post!
    Ass. Ângela

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  10. Excelente reflexão meninas! Realmente é necessário ter muita cautela quando falamos de tecnologias no meio infantil e como o uso se torna excessivo. Por estar em contato diariamente com crianças, vejo que quando elas fazem o uso excessivo de telas, elas tendem a se isolar no mundo delas e não dão oportunidades para outras atividades em grupo. Esses dados que vocês trouxeram, só refletem na forma de como a administração dessas tecnologias por adultos e responsáveis é importante, visto que o digital estará cada vez mais presente no cotidiano de todos. É crucial reconhecer que, embora muitas vezes seja difícil controlar o tempo de tela, especialmente diante da rotina acelerada que muitos adultos, pais e responsáveis enfrentam, é o nosso dever buscar outras alternativas que possam suprir o desejo digital das crianças. Para isso é preciso proporcionar algumas opções de atividades variadas como momentos de leituras, pinturas e lazer, pois é essencial para garantir que as crianças possam se desenvolver plenamente em todas as suas dimensões, seja elas, cognitiva, social e emocional. O vídeo que vocês trouxeram foi fundamental para entender mais do assunto. Parabéns

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  11. Realmente, as crianças estão cada dia mais conectadas na internet e nem sempre elas sabem usar. Além disso, alguns pais nem fazem acompanhamento sobre o que os filhos estão mexendo e se é seguro. É preciso orientar que a internet tem regras, leis, respeito, alguns cuidados e que precisamos mostrar as essas crianças que há um mundo sem ser o digital, que existe brincadeiras, e outras coisas boas pra fazer, com isso, as crianças tende a diminuir o uso de telas. Belíssima reflexos meninas!

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  12. A escrita do texto de vocês demonstra clareza e profundidade ao abordar um tema tão relevante como esse. Um aspecto particularmente interessante é a abordagem equilibrada, que reconhece o potencial das tecnologias digitais como fontes de conhecimento, ao mesmo tempo em que alerta para os riscos do uso excessivo. A ênfase na importância de oferecer alternativas às crianças e adolescentes destaca a responsabilidade dos adultos em promover um desenvolvimento integral, envolvendo atividades que vão além do mundo digital. Apreciei demais essa reflexão trazida. Meus parabéns!!

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  13. Ana e Vitória, importante sinalizar, como abordamos em aula, que esse tema tem como ponto de partida o Guia elaborado pelo Governo Federal para apresentar uma resposta aos anseios da sociedade brasileira e, ao mesmo tempo, um passo importante para a construção de um ambiente digital mais saudável para as crianças e adolescentes brasileiros. Também abordamos em aula, que é preciso ter cautela e não generalizar. Precisamos compreender que uma vez que crianças e adolescentes circulam pelo ambiente digital, é fundamental que a sua proteção está vinculada à regulação das plataformas (regras), à educação e empoderamento dos sujeitos adultos e infantojuvenis (pessoas) para lidar com as demandas desse contexto e ao desenvolvimento de experiências seguras e potentes (processos), como eixos estruturantes dos produtos/serviços disponíveis. Por isso, não concordo com o vídeo incorporado, pois as crianças não são tão alienadas assim, como se fossem um animal, que são conduzidos sem uma postura de pensamento. Prefiro defender de que as tecnologias são importantes, assim como o brincar de correr, de boneca, de bicicleta, pois uma brincadeira não exclui a outra. Pensemos sobre isso!

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